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foto: Samira Gasparini

As reservas de água doce correspondem a menos de 2,5% de toda a água disponível no planeta. O Brasil detém 13% dessas reservas. a abundância, aliada à dimensão continental do país, criou uma falsa ideia de que a fonte é inesgotável. A elevada taxa de desperdício comprova essa tese: 70% de toda água produzida é jogada fora.

Não se preocupar com a escassez da água, é não respeitar os princípios de sustentabilidade. A oferta gratuita de recursos naturais pela natureza e a crença de sua capacidade ilimitada de recuperação frente às ações exploratórias, contribuiu para essa postura descomprometida com a proteção e o equilíbrio ecológico.

Embora existam leis de proteção aos recursos hídricos, o quadro nos remete à necessidade urgente de enfocar a sustentabilidade das bacias hidrográficas nos aspectos ecológicos, sociais e econômicos, de modo a envolver e sensibilizar a sociedade para as questões prementes ligadas diretamente à manutenção da vida humana e dos ecossistemas.

Do ponto de vista ecológico, a água é imprescindível no desenvolvimento e preservação dos ecossistemas aquáticos e florestais, nos processos de ciclagem de nutrientes e microbiologia do solo, na conservação da biodiversidade e da beleza das paisagens.

Socialmente, a qualidade da água nos mananciais é um dos indicadores de sustentabilidade ambiental, de qualidade de vida e de saúde pública da comunidade envolvida.

Economicamente os processos de tratamento, armazenamento e distribuição da água para consumo humano, agrícola e industrial envolvem uma série de operações e geram custos financeiros, sendo que, o maior ou menor valor da água depende da qualidade da fonte, da preservação das nascentes e das matas ciliares.

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